sábado, 15 de outubro de 2011

Outra vez?

Apesar de esta ser uma versão recente, é altura de a recuperar.
Se até a Comissão Europeia fica reticente com tanta austeridade, que será de nós?

Já agora, é bom saber que o orçamento austero não acaba com os "bons" hábitos: que o diga o ministro Miguel Macedo, a saborear as novas medidas num caro restaurante de Portalegre.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Alô e...até sempre!


Soltei muitas gargalhadas com as peripécias de René, os chavões de Michelle, a volúpia das empregadas, os tiros ao lado de Herr Flick, os maneirismos do tenente Gruber e toda a atmosfera de Alô Alô.

Fazer comédia a partir da guerra sem insultar a memória dos acontecimentos foi, na minha opinião, um grande feito.
O recurso aos estereótipos (que não me parece ofensivo, dado que todos eram estereotipados) foi conseguido de forma harmoniosa e ajudou a preservar na memória aquela versão dos acontecimentos, sem tragédias.

Esta noite, um dos argumentistas, David Croft, actualmente a residir em Portugal, deixou-nos.
Fica o excerto, para (o) recordarmos.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Vitória!















À plataforma Prou, ao parlamento catalão, a todos os catalães e demais espanhóis que lutam contra a tourada, a todos os que colocaram o sofrimento dos animais nas manchetes dos principais diários espanhóis, a todos aqueles que conseguiram que mais nenhum touro seja torturado naquela região (esperemos!), o meu mais sincero obrigada.

(A foto é da agência Efe)

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Avivar a memória



Estava lá tudo. Podiam faltar os rostos, mas as directivas do que viria a ser o novo executivo laranja já há muito eram conhecidas. Com mais ou menos medida, com mais ou menos furo num cinto já de si apertado, o povo não se pode queixar de não saber no que se estava a meter.

Agora vêm as mexidas no Código de Trabalho e a vontade expressa em alargar o conceito de justa causa (recordam-se da "razão atendível"?)

Mas o povo é que vota, o povo é manda e o povo é que empobrece.

E quem sabe se isto fica por aqui. Recordo o post Manual de governo ou a fúria neoliberal em 12 passos, onde elenquei algumas das orientações do então futuro governo anunciadas pela Visão. Como esta: "Reduzir os pagamentos por trabalho ao fim-de-semana e feriados, como alternativa ao corte de salários"



E ainda não se conhecia o buraco da Madeira. Agora pelo menos já sabemos para onde vai uma boa parte do que nos tiram.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

domingo, 21 de agosto de 2011

Os dias do abismo

















Há dias em que nos sentimos assim: vazios por dentro. Como se a Terra tivesse desabado sobre as nossas cabeças e com ela levado qualquer vestígio de alma que nos habite, supondo que somos habitados por tal coisa. À superfície, um corpo a vaguear sem destino nem sequer objectivo, que apenas vagueia por não ter outro remédio.

Em dias assim, nada do que fazemos parece encaixar. O trabalho torna-se em algo monótono e quase irrelevante comparado com o abismo que nos suga, e a da concentração para o executar em condições aceitáveis é melhor nem falar...
A comida não desce e as noites são passadas em claro.
Os livros e a TV distraem por minutos, até que a cabeça imerge para junto da alma sugada e o que lemos são só palavras desconexas; o que vemos são só imagens soltas.

Os amigos não nos distraem; os convívios não nos roubam ao abismo. E se tentamos fugir ao desespero por uns momentos, ele teima em voltar.

E pensar que quem abriu o abismo não sabe nem como ele é.