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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Arrumar, despedir, partir...



É agora. É amanhã, mas já cheira a despedida, até porque o ritual já começou.
Dizer "adeus" nunca foi comigo, e despedir-me de um período de grande realização profissional (sim, é um estágio, e depois?) é uma tarefa particularmente espinhosa. Junte-se a isso a despedida de todas as pessoas que povoaram e/ou protagonizaram o dito período e temos pretexto para Prozac. Dificilmente imaginaria que iria guardar tão boas memórias de tão curto período, mas felizmente assim é.
Resta o consolo de não cortar de vez, de manter uma porta aberta para...logo se verá.
Até sempre, Público!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Pois...



A crónica de Rui Tavares, hoje, no PÚBLICO, intitulava-se "Nada é permanente". No texto, o historiador e eurodeputado discorria sobre o Tratado de Lisboa, mas dificilmente encontraria algo tão adequado para o dia de hoje, ainda por cima no "meu" próprio jornal (não interpretem este "meu" como sobranceria, é uma forma carinhosa de tratar o jornal que leio há muito tempo e onde tive o prazer de trabalhar durante três meses).
Não saio já, mas pouco falta. Na bagagem, levo experiência, muita aprendizagem e saudades, que já apertam antes mesmo de dizer adeus. Nunca mais olharei o jornal da mesma forma, porque cada página me recordará os momentos vividos. Antes de cá chegar, tinha medo que tudo isto corresse mal, e depois...depois como olharia de novo para o meu jornal de sempre? Hoje, felizmente, sei como olhá-lo. E como abraçá-lo.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

A arte de fazer roteiros


















O caderno P2 do PÚBLICO traz-nos diariamente uma extensa agenda com os mais variados espectáculos, programação televisiva, cinematográfica, reportagens alargadas, etc. Alguns desses eventos são alvo de especial atenção, passando para a coluna do destaque (do lado esquerdo da página) ou merecendo um destaque interior (ficha técnica + pequeno texto). Isto é feito a partir dos comunicados recebidos dos gabinetes de imprensa das salas de espectáculo, geralmente. Papinha feita, dir-me-iam. Quase. Recuperando a expressão usada por Jerónimo de Sousa nos Gato Fedorento, eu percebo tanto de...vamos lá ver...ópera como de "lagares de azeite". É como andar em tijoleira molhada. Ou damos passos cuidadosos ou esparramamo-nos. Mas e o comunicado? Não tem tudo? Pois, mas aqui temos duas opções. A primeira, da tijoleira seca, é fazer uma espécie de copy/paste do comunicado, o que me parece muito feio, a bem dizer. Não é bonito assumir que foi o jornal a escrever aquele texto quando o mais próximo da verdade seria dizer que foi feito pelo gabinete de imprensa do teatro X. A outra opção é interpretar e dar a volta ao texto, e quem sabe ir buscar informação extra, se ainda couber nos 800, máximo 1000 caracteres. E aqui a escorregadela pode surgir a qualquer momento.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Vida tão estranhamente boa



Banda sonora da partida para o Porto. A reviravolta quase a fez cair no esquecimento, até que a rádio a recordou.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

A primeira semana








Se recuar uma semana, fico com a sensação que passou uma eternidade. Suponho que seja pelas flutuações (também de humor) que vivi.
Passei a integrar uma redacção, comecei por achar que ninguém sabia que eu estava ali (e quiçá seria colocada irremediavelmente de lado - oh tragédia :p), até que me levantei para fazer uma proposta e subitamente tudo mudou (com o meu humor atrás). Comecei a sentir-me útil, a ser requisitada e a trabalhar, que afinal é para isso que cá estou.
A semana que terminou na passada sexta-feira trouxe um sentimento de renovada boa disposição e vontade de dar mais, de fazer mais.
A semana que hoje começa será o continuar (espero) deste sentimento e desta vontade. Espero trabalho, espero bons momentos, espero dificuldades (claro!) mas também espero sair daqui com uma enorme tristeza...por ter de partir :)


(A foto é da autoria de sara e foi retirada do Olhares)

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Hoje é o primeiro dia do resto da minha vida...

Se não é, é parecido...
10 de Setembro: dia da primeira publicação. Assunto sério, mexe com interesses, mexe com poder. Medo de falhar, de transmitir mal a informação, de não perceber a essênciada coisa, de deixar escapar o mais importante... Poderia continuar a lista até ao direito de resposta, por exemplo. Para já, tudo nos conformes.
Esta tarde, primeira conferência de imprensa. Sala pequena, declarações breves. Nada mau para começar a entranhar a coisa.
E no meio disto tudo, colegas simpáticas, sempre prontas a ajudar. Não me posso queixar.
No primeiro dia foi-me dito que há estagiários que chegam à conclusão que afinal estão na profissão errada. Confesso que é uma dúvida que já me assolou, mas que está a dissipar-se rapidamente durante esta curta experiência.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

'Tudo dentro da normalidade'









Expressão repetida durante as "rondas" feitas hoje. Uma "ronda" é uma série de telefonemas (para a polícia, bombeiros, Protecção Civil...) com o objectivo de registar eventuais ocorrências, donde podem sair motivos de notícia. A verdadeira estreia, portanto. Deu também para conhecer um dos editores e mais uma colega de estágio, e começar a encaixar um pouquinho...

(Não, este telefone não é da redacção)

Primeiro dia...







Medo do desconhecido. Quando TUDO é desconhecido, o medo torna-se pânico.
O Porto que eu conhecia (ainda que sem profundidade) está lá longe. Aqui na Foz, ou melhor, Pinhais da Foz, como alguém prontamente corrigiu, a cidade é radicalmente diferente, longe de tudo o que me era familiar. Íamos no desconhecido, não era?
Deixar tanto em Braga (e quando digo tanto, é mesmo para me imaginarem a encher a boca) não é nada fácil, ainda que todo esse "tanto" esteja à distância de uma curta viagem.
A redacção. Um sentimento de desamparo total. Normalíssimo nos primeiros dias, asseguram-me. Assim espero, enquanto espero pelos próximos, pelo assentar da poeira e pela entrada na rotina. Entretanto, as ideias já estão a ser cozinhadas. Acredito que algumas sejam ou pelo menos venham a ser estapafúrdias no momento de as apresentar, mas isso, também me asseguram, não importa. Importa é discutir ideias, fazer propostas. Farei por isso. Farei também os possíveis para que o terrível medo de rotundos falhanços não me tolha o espírito da coisa.
Entretanto, as visitas a Braga adivinham-se frequentes. E as visitas ao outro Porto, o tal, esse aí da imagem, também constarão do roteiro.
A aguardar os próximos capítulos.

(A foto foi retirada do blogue passadocurioso.blogspot.com)

domingo, 6 de setembro de 2009

É agora...









E num abrir e fechar de olhos, chegou o estágio. O jornal que leio diariamente passa a ter uma conotação diferente. Para já, e antes de pôr o pé na redacção, traz muita ansiedade embutida. Afinal, o que me espera? Afinal, o que é isto de trabalhar mesmo numa redacção, experiências académicas à parte? Desde ser posta de lado a ser posta à prova todos os dias, todos os cenários afloraram nos últimos dias.
Mudar de cidade pela primeira vez...ok ok, é já aqui ao lado, mas não deixa de ser uma mudança. O "não saber o que me espera" sempre teve um rosto assustador. Amanhã já hei-de saber um pouco mais...espero!