quarta-feira, 30 de junho de 2010

Hein?!


















O Espanha-Portugal ainda mal tinha começado e já os comentadores falavam de uma certa repórter a cobrir o dito, localizada atrás da baliza de Casillas: a sua própria namorada. Gostava muito de saber como é que ela fez a cobertura (do jogo, entenda-se) e como reagia às investidas à baliza do companheiro (investidas futebolísticas, entenda-se. Se é que as houve, porque eu não acompanhei o jogo). E gostava também de saber onde anda a ética profissional de quem permitiu tudo isto e da própria moçoila.
Pelo menos, ninguém pode acusar o rapaz de se ter distraído demasiado.

domingo, 20 de junho de 2010

Obrigada!












Pelas palavras maravilhosamente escritas e livremente ditas, pelo contributo para a cultura e desentorpecimento de muitas mentes, pelo exemplo de cidadania.
Não deixemos, pois, que a sua memória se apague.

Aren't cows fun?

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Horrores aqui ao lado

Documental Granjas de Cerdos: una investigación de Igualdad Animal from Igualdad Animal on Vimeo.

É em Espanha mas poderia ser em qualquer lado.
Tudo isto para alimentar os desvarios consumistas? Não estará na altura de abrir os olhos para estas perversidades? Afinal está nas nossas mãos mudar isto! Contra a vontade de todos não há nenhum lobby que possa. Por isso deixemo-nos de hipocrisias e de coisas como "não quero ver isso que me faz impressão", para airosamente taparmos o sol com a peneira e darmos uma de sensíveis.
Basta de alimentar esta indústria. Basta de torturar os outros.

P.S.: Parabéns à associação Igualdad Animal por este trabalho de dois anos.

domingo, 6 de junho de 2010

O que é que Serralves tem?


















Há dois anos, estive para ir ao Serralves em Festa. Não deu. O ano passado, não deu. Este ano, macacos me mordam se não ia.
As descrições do ambiente já me tinham aberto o apetite, a variedade para visitante ver e o que já conhecia de Serralves fizeram o resto.
E o que tem Serralves, afinal? Muito merchandising, como qualquer festa ao ar livre que se preze. Performances nos jardins (mas quando for para ver a performance no Passeio da Levada, talvez seja melhor descobrir primeiro onde fica o dito...)
Às 19h em ponto e por mero acaso, encontrávamo-nos à entrada da majestosa Casa de Serralves, onde, de acordo com o programa, ia decorrer mais uma performance. A plateia expectante confirmava. Touché. Só que a expectativa da plateia foi esmorecendo com a arte que se vislumbrava de cá de baixo. "Vamos embora antes que isto nos faça mal", sentenciava um espirituoso pai com a sua prole.
Dentro do museu, mais arte rebuscada. Inesperada. Em algumas situações, sem se perceber muito bem onde estava a arte. Fica para os entendidos, pois.
E todas estas demonstrações artísticas paredes meias com actividades para crianças e um palco para a música, a fazer lembrar festivais. A pedir mais fruição em futuras edições. Lá chegaremos, pois, porque nesta foi só um cheirinho.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Recta final


São 4h30 da manhã e eu quero por tudo acabar este relatório/tese/coisa-que-me-chateia-há-meses. Mas sinto que ainda não vai ser agora. Os olhos não pesam assim tanto mas olho para o relógio e penso que devo deitar-me. Depois olho para a tese e penso que não devo. Falta pouco, mas todos os pretextos servem para me desviar desse pouco (como atesta este post).
Quero acabar isto, quero firmemente acabar e deixar a próxima semana para as correcções mas escrevo e perco vontade...volto a ir buscar a vontade não sei onde e perco-a outra vez. Não sei se isto está bem, se vai precisar de ser revisto, muito revisto, pouco revisto, mas só a ideia de ter muito que rever assusta-me e impele-me a acabar...ou devia. Depois falta a maldita bibliografia...não custa nada?! Ai isso é que custa, é um monte de picuices, vírgula para lá, ponto para acolá, itálico aqui, negrito ali (há coisas a negrito? Já não sei...)
Voltemos ao trabalho.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

O meu avô


O meu avô era um homem de poucas palavras. Mas bastava falar-se em comboios para ele desfiar histórias de uma vida sobre carris. Carris muito antigos, do tempo da sua vida de guarda-freios.
Conjugava um ar circunspecto com um sorriso sempre pronto. Pelo menos a mim sempre o mostrou, posso orgulhar-me disso. Sofreu a ausência da minha avó, a sua companheira, falecida há 20 anos, e dela guardou muito (até os óculos) mas nem por isso deixava de lado o tal sorriso e o sentido de humor para encarar as maleitas que iam aparecendo - poucas, em abono da verdade. Se lhe perguntavam pela saúde, só apontava defeito às "rodas", cansadas de quase nove décadas de locomoção. Não escondia a idade, mas enquanto os algarismos permitiram optou sempre por uma saudável troca: afinal, 68 é mais simpático do que 86, ou não?
O meu avô era crente, profundamente crente. A sua casinha junto ao rio estava cheia de provas dessa crença inabalável. As idas madrugadoras à igreja, fizesse chuva ou sol, não ficavam atrás. Estou certa que essa crença o tranquilizou.
Contentava-se com pouco: poucos agasalhos, quase nenhum conforto. O pouco que tinha era quase forçado. Preferia ser generoso com os seus. Teria, pois, muito a ensinar a esses que se dizem cristãos.
Hoje, dia 14, faz dois meses que o meu avô faleceu. Pensei muito antes de escrever sobre ele, e se este blogue fosse mais "público", talvez não o fizesse. Afinal, nunca gostei de abordar temas privados. Mas hoje, senti essa vontade. E aqui fica esta simbólica homenagem, em nome de outras que lhe deveria ter feito em vida.
E nesta altura, gostaria de partilhar um pouco da sua crença, para que o adeus forçado pudesse converter-se num Até Sempre.